4 de fevereiro de 2010

Bem-vinda, Debora Secco!

Roger chegou desacompanhado. Mas prometeu que, em breve, Debora Secco estará morando em Belo Horizonte.
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Palhinha e John Terry estariam de olho. Mas não se deve cobiçar a mulher do próximo e, portanto, o que interessa é o jogador Roger.

Quanto à forma física, eu não tenho dúvidas: ele terá que melhorar muito para pleitear uma vaga no time.

E quando estiver bem, disputará a titularidade com o Gilberto? Adílson Batista diria, "vamos aguardar".

A princípio é o óbvio. Mas Adílson não é dado ao senso comum, preza pelo dinamismo tático, conhece as características de seus comandados e sabe como extrair o melhor de cada um.

Elenco grande e qualificado é fundamental. Todo reserva deve ter noção de sua importância. Mas Roger bem, deve ser titular. Gilberto bem, não pode ser reserva. O elenco do Cruzeiro é bom, mas luxo só o Ricardo Gomes tem a disposição.

Gilberto pode ser o "3° homem de meio-campo" no sempre dinâmico meio-campo do Cruzeiro. Uma espécie de "volante pela esquerda" que, por suas características, pode marcar, cobrir o lateral, fazer a saída de bola (transição) com qualidade, fazer as ultrapassagens pela esquerda enquanto o lateral fica recuado ou entra na diagonal pela meia p'ra receber nas costas do volante adversário, etc, etc, etc.

Ou o Cruzeiro pode jogar com dois meias canhotos. Ou Roger pode jogar aberto pela esquerda, como terceiro atacante e Gilberto na meia ou vice-versa.

Ou isso, ou aquilo. Ou tudo isso, ou nada disso.

Tudo é temporal e circunstancial.

Por enquanto, Roger é só mais uma opção. E isso não é pouco.

Cruzeiro desvaloriza o Real.

7 x 0

É Libertadores mas era o Real Potosi.
Era o Real Potosi mas é Libertadores.

Cada um enxerga o que pode e valoriza o que convém.

Objetivamente, o Cruzeiro apenas superou o primeiro desafio da temporada. Mas só os idiotas ignoram os fatores subjetivos.
[...]
Kléber comemorou, como(modo e intensidade) nunca, o gol que marcou. Está sorrindo mais e com um "espírito mais leve". Isso é melhor p'ra ele e pode ser bom para o Cruzeiro. Gente feliz faz tudo melhor.

Jogadores como Eliandro e Bernardo podem ganhar em auto-confiança apenas pelos gols que marcaram. Sim, um gol pode mudar o destino de um jogador e confiança é fundamental para se dar bem no "mundo" do futebol.
[...]
O torcedor fica saciado, pelo menos, até o próximo jogo.
O treinador sabe que a curtição deve se estender, no máximo, por algumas horas. No dia seguinte, atenções voltadas para os próximos adversários.
[...]
Na história ficará registrado como a maior goleada do Cruzeiro na Libertadores, superando os 7 x 1, em homenagem ao Roberto Batata, aplicados sobre o Alianza em 20/05/1976, no mesmo Mineirão, com 4 gols de Jairzinho e 3 de Palhinha.

2 de fevereiro de 2010

Jogada ensaiada.

Até ontem, Robinho era um dos jogadores mais questionados entre os titulares da Seleção Brasileira. Hoje, Robinho é o novo velho craque do Santos que todo mundo quer ver em campo já no próximo domingo contra o São Paulo. Se jogar bem, será redivinizado. Se jogar mal, o argumento da "readaptação ao futebol brasileiro" prevalecerá.

Daqui até a Copa do Mundo, Robinho terá que fazer muito esforço para perder a vaga de titular no 11 do Dunga. A titularidade de Nilmar só voltará a ser defendida por alguns críticos se no próximo jogo contra Barcelona ou Real Madri ele marcar 5 gols.

Nada interessa o que Robinho deixou de jogar nos últimos meses e pouco importa o que ele jogará daqui até a estréia contra a Coréia do Norte. A volta ao Brasil já derretou o coração da opinião pública.

31 de janeiro de 2010

Fla 5 x 3 Flu. Quem viu morreu.

5 x 3
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Chega de jogos chatos, com jogadores robotizados e programados só para obedecerem às ordens táticas de treinador. E chega de ouvir que em início de temporada, os jogadores ainda estão mal fisicamente e que, por isso, não dá pr'a esperar bons jogos.
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Até porque os clássicos cariocas não vivem desses argumentos. Mesmo nas maiores crises dos clubes, no Rio os clássicos, quase sempre, são espetáculos maravilhosos, em todos os aspectos.
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Hoje não existe mais Nelson Rodrigues pr'a dizer que quem não viu o Fla x Flu de hoje não viveu. É provável que até Nelson Rodrigues tivesse sido contagiado com a decadência do futebol nos últimos anos e que sua visão das emoções do torcedor já não tivesse o mesmo brilho.
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Mas se não é preciso ter visto o Fla x Flu de hoje para apresentar um atestado de vida, é possível morrer de satisfação com tão grande espetáculo.

Corínthians 1 x 0 Palmeiras.E a camisa do Muricy, hein?

1 x 0
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Há muito tempo os clássicos paulistanos são chatos. Se não é o clima de rivalidade e alguns graus célsius a mais, não ficam "devendo" nada aos clássicos da Noruega ou da Dinamarca. Rangers x Celtic, na Escócia, é melhor, porque lá a rivalidade é mais intensa.
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A escassez de qualidade técnica é tanta que só resta à imprensa concentrar o pós-jogo em dois assuntos: arbitragem e análise tática.
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Escassez de qualidade técnica? É. Há bons jogadores, os times estão, sempre, entre os melhores do Brasil. Mas os jogos, os clássicos são sofríveis.
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P'ra deixar o espetáculo ainda mais pobre, azotoridadi limitam a festa do torcedor: é proibido bandeiras, é proibido máscaras, é proibido pintar o rosto...
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Toda essa porcaria de espetáculo por um preço obsceno dos ingressos.
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O jogo de hoje não foi diferente. O principal lance foi protagonizado pelo árbitro, na expulsão do Roberto Carlos. E justiça seja feita ao goleiro Felipe que fez pelo menos 3 lindas defesas.
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Tecnicamente, mais uma vez, foi paupérrimo. Durante a semana, a imprensa tem que se virar para prorrogar o jogo. Podem falar de tudo, menos de futebol, porque isso faltou. Pelo menos, podem falar da camisa do Muricy que tinha a logomarca do patrocinador, de todo tamanho, mas não tinha o escudo do clube.
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Fico imaginando a opinião de um gringo que assisti a esses jogos. No mínimo devem se perguntar: É isso aí o melhor futebol do mundo?
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Mas aí, podemos dizer que nossos melhores jogadores estão na Europa. Deve valer como justificativa.

29 de janeiro de 2010

O presidente de um clube vende o principal jogador do time, simplesmente, porque quer?

Não sei. Não acredito em tudo mas não duvido de nada.

Apesar de ter anunciado com satisfação o maior ($$$) patrocínio da história do Cruzeiro, Zezé Perrela deve ter pensado nos interesses do clube quando aceitou vender o Kléber.

Ou, talvez, o jogador e seu procurador devem ter feito muita pressão para que o clube aceitasse a proposta do Porto e a negociação, depois de tudo que já aconteceu, tenha se tornado inevitável.

Kléber foi trocado por Guilherme mais € 5 milhões em 1° de Fevereiro de 2009. Um ano depois, é trocado por Farias mais € 5,5 milhões.

Se Kléber fosse um boi de uma das fazendas do Zezé Perrela, o cartola cruzeirense seria reconhecido, como grande homem de negócios.

Mas o Cruzeiro não é um pasto que engorda gado pr'a depois dar lucro ao seu proprietário. Nem é um frigorífico, nem um banco. O negócio do Cruzeiro é o futebol.

Mas a contabilidade do clube não deve estar muito bem. Ramíres já havia sido vendido por preço de banana, durante a fase final da Libertadores do ano passado, dias antes de ser convocado e mais valorizado pela Seleção Brasileira.

Agora, Zezé Perrela espera até a última hora para, mais uma vez, fazer um mal negócio. Kléber já foi avaliado em € 10 milhões. E anunciam € 5,5 milhões mais um jogador que há muito tempo não joga nada e que sofre com graves problemas nos dois joelhos.

Zezé Perrela, mais que competência, tem sorte. Várias vezes contratou refugos de outros clubes que chegando aqui conquistaram títulos e renderam milhões aos cofres do clube.

Não quero acreditar que ele resolveu brincar com a sorte agora, vendendo o Kléber e aceitando esse Farias como possível substituto. Deve ter sido obrigado a fechar o negócio. Deve ter pensado nos interesses do clube. Deve ter se lembrado que é Deputado e que 2010 é ano de Eleições.

À torcida, o direito - e só - de torcer.

28 de janeiro de 2010

A experiência nunca falha.

1 x 1
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A goleada (5 x 1) sofrida pelo Cruzeiro para o Real Potosí na Libertadores de 2008 serviu de experiência. Quase 2 anos depois, a mesma competição, o mesmo estádio, a mesma altitude: 4.100 metros.
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Nem por isso, os fatos se repetiriam, simplesmente porque nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Mesmo que fossem os mesmo jogadores, o jogo seria outro, mesmo que o placar fosse o mesmo.
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A experiência serviu para o Cruzeiro usar uma nova estratégia. Dessa vez, a delegação viajou para a Bolívia 6 dias antes do jogo. Desde o dia 22, os jogadores treinaram em Sucre, cidade com 2800 metros de altitude: planejamento.
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A experiência serviu como meio de estudo para o treinador Adílson Batista que além de rever o jogo de 2008 se utilizou, também, de experiências de outros, como os jogos recentes que Flamengo e Palmeiras fizeram contra o mesmo adversário e até o jogo das Eliminatórias em que a Bolívia goleou a Argentina por 6 x 0. Após as avaliações, Adílson chegou à seguinte conclusão: é preciso jogar junto. Não pode ter espaço entre os jogadores e os setores da equipe para evitar que eles usem da velocidade.
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A experiência serviu para que o Cruzeiro definisse a postura dentro de campo. Tanto em relação ao comportamento físico como em relação ao posicionamento tático. Num 4-4-2, com os dois meias (Giberto e Pedro Ken) mais abertos, o Cruzeiro marcou bem a saída de bola do adversário, controlou o ritmo do jogo quando estava com a posse da bola e aproveitou as falhas do adversário.
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Na prática, tudo perfeito. Aos 6 minutos, Kléber fez bela jogada pelo meio, lançou Diego Renan na esquerda que cruzou para Wellington Paulista que livre, abriu o placar.
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Tudo corria de acordo com o planejado. Até que aos minutos, o experimentado Gilberto, covardemente e irresponsavelmente, resolveu dar dois socos num adversário. Expulso. E a partir de então, o Cruzeiro passaria a lutar contra os 4.100 metros de altitude com um jogador a menos.
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Todos ficaram suspresos com a atitude do cruzeirense. Independente de quem fosse, já seria motivo prá essa reação. Mas a admiração era "Mas o Gilberto, um jogador tão experiente!"
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Fico com o auxílio de Leonardo da Vinci:
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"A experiência nunca falha, apenas as nossas opiniões falham, ao esperar da experiência aquilo que ela não é capaz de oferecer."
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Apesar da desvantagem numérica, os jogadores do Cruzeiro manteram a postura e a tranquilidade e até o fim do primeiro tempo o fator predominante foi a maior qualidade do time mineiro.
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A partir do segundo tempo, gradativamente, a qualidade técnica, a inteligência tática e a consciência do condicionamento físico, foram sendo superados pela dificuldade de oxigenação.
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Apesar das 3 substituições feitas pelo treinador Adílson Batista, aos poucos o Cruzeiro foi cedendo espaços, nitidamente, por causa das dificuldades físicas. Pouco qualificado, o time boliviano não conseguiu se aproveitar da situaçõ. No ataque cruzeirense, Thiago Ribeiro isolado, teve ótima oportunidade para definir a vitória já por volta dos 40. Mas aos 44, numa das pouquissimas jogadas bem trabalhadas no ataque, o Real Potosí chegou ao empate.
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A experiência nunca falha.

25 de janeiro de 2010

"O Artilheiro dos Gols Bonitos" é pouco.

A goleada de 6 x 0 do Vasco sobre o Botafogo merece uma leitura mais abrangente. Afinal, estamos no início da temporada, as duas equipes estão bastante modificadas em relação ao ano passado e é natural que depois de um jogo como esse sejam feitas as primeiras avaliações mais consistentes e dados os primeiros prognósticos sobre o vencedor e o derrotado.

Mas um jogo de futebol não se limita a essas e nessas leituras. Após cada apito final do árbitro, o orgulho do torcedor e a imagem do clube passam por um momento, mesmo breve, de reacomodação nas mentes dos diretamente ou, até, indiretamente envolvidos. Principalmente, depois de um placar de 6 x 0 num clássico.
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Mas ainda não é tudo, mesmo que já fosse suficiente. Após o último apito do árbitro, a imprensa usa seus métodos para prorrogar a partida. E todos esses fatores citados anteriormente são úteis.
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Mas há um, especialmente, que é infalível: a escolha do herói e do vilão do jogo em questão. Se bem que, em muitos casos, eles não são escolhidos, se estabelecem. As vezes, esses personagens são tão explorados que todos aqueles outros fatores relacionados ao jogo são ignorados. No final das contas, alguns até se esquecem que o futebol é um jogo coletivo.
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Aonde eu quero chegar com isso? Eu me pergunto. Decido encurtar o caminho e justificar minha primeira afirmação.
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Dodô. (Deixando de lado, a "leitura mais abrangente").
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Não só pelo jogo e pelos gols de ontem. Depois de tanto tempo fora de cena (eu sei, esse foi o terceiro jogo dele nesse ano), seu retorno quase que exige uma reflexão sobre sua carreira.
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Afinal, que jogador é esse? Melhor: como é visto e como a história o definirá?
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Ok! O Artilheiro dos Gols Bonitos. Consideremos, não é nada mal. Sim, ele tem 34 anos e sua história no futebol ainda está sendo escrita. Mas no futuro, o passado costuma ser apenas algumas imagem, alguns estereótipos.
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Dodô é um jogador requintado. Joga bola expressando sua personalidade; com leveza, tranquilidade, como quem não quer nada, como se tudo fosse só mais um momento de lazer nessa vida passageira. E é. Nunca o vi preocupado em falar de grandes projetos do tipo "quero jogar na Europa", "quero ser convocado pr'a Seleção". Parece não ter objetivos. Mas tem: viver e...fazer o que puder dentro de campo, sem precisar correr como um desesperado. E faz. Muito.Pode não se encaixar nos conceitos de craque que existem por aí. No meu, ele é.

21 de janeiro de 2010

Basta um pouquinho de emoção.

6 x 0
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Domingo, depois de assistir alguns jogos - sem prestar muita atenção, é verdade - da primeira rodada de alguns Estaduais, escrevi isso:

"Assisti alguns jogos da primeira rodada dos Estaduais. Nada de novo a dizer, nem de muito interessante a explorar. Quem venceu não tem motivos prá euforia. Quem perdeu não tem porquê se descabelar".

Naquele momento, indiretamente, eu apenas descrevia meu estado de espírito. Não estava afim de falar de futebol, de escrever sobre futebol, de pensar em futebol. Só queria atualizar o blog.

Mas aqui prá nós: não tendo o que dizer, melhor deixar que as traças tomem conta. Até porque eu não tenho nenhuma reputação a zelar. Já escrevi tantas bobagens...e se o blog não for atualizado é provável, até, que nem as traças tenham interesse de tomar conta do pedaço.

Digo isso porque só mesmo alguém que não estivesse afim de falar sobre futebol, de escrever sobre futebol, de pensar em futebol, naquele momento, poderia dizer que não havia nada de interessante para explorar.

Porque de um jogo de futebol sempre há muito prá se explorar. Como já disse um cineasta famoso, - ainda acho que foi o Spike Lee - qualquer jogo de futebol é muito mais complexo e muito mais emocionante que qualquer roteiro de cinema ganhador de um Oscar.

Talvez, o "complexo" seja exagero. Talvez. Mas o "emocionante", é verdade. E é isso que me faltou assistindo aos jogos de domingo: emoção. Minha cabeça estava em outras e eu acabei não assimilando as emoções daqueles jogos.

Me dei conta disso ontem. Quando o meu (por que, não?) Cruzeiro entrou em campo para estreiar no pouco creditado Campeonato Mineiro.

Foi uma emoção enorme! Sabe, aquela emoção de um reencontro esperado e desejado?
Então!

Foi só o primeiro jogo do Cruzeiro na temporada. Eu falaria sobre esse jogo durante a semana inteira.

Se eu pudesse, daria um jeito de rever todos aqueles jogos de domingo. Quem disse que de um primeiro jogo não tem "nada de novo a dizer, nem de muito interessante a explorar" ?

19 de janeiro de 2010

Copa do Mundo: táticas e carrinhos.


No último dia 13, em discurso, durante cerimônia de assinatura dos termos de cooperação com as 12 cidades-sede da Copa 2014, o presidente Lula defendeu:"

...nós precisamos criar, companheiro Orlando, um movimento que possa envolver, uma espécie de um tratado, de um ajuste de conduta entre os órgãos executores e os órgãos fiscalizadores, para que a gente não dê, na fiscalização das coisas – seja na questão ambiental, seja na Controladoria, seja no Tribunal de Contas ou em qualquer outro órgão – o mesmo tratamento, como se nós estivéssemos vivendo um tempo de normalidade. A Copa do Mundo tem data. Ela é em junho de 2014. Nós não podemos protelar, não podemos dizer: “Olha, tem uma fiscalização”, ou “A questão ambiental não foi resolvida”, ou “O Tribunal de Contas não permitiu isso”, ou “Não conseguimos tal coisa”. Vamos fazer em 2015, que é melhor? Em 2016? Não dá. Da mesma forma são as obras para as Olimpíadas. Tem que ter um tratamento totalmente especial.Portanto, Ricardo, é importante que um comitê, que vai ser criado para cuidar disso, esse comitê comece a procurar esses órgãos que vão ter incidência no tempo em que a gente vai poder fazer as obras, para que eles possam, junto com prefeitos, governadores e governo federal, facilitar sem abrir mão das exigências legais que nós temos que cumprir, porque Copa do Mundo e Olimpíadas não significam sinônimo de ilegalidade. Significam sinônimo de agilidade. Ou seja, aquilo que você pode fazer em 45 dias, faça em cinco. Aquilo que você faz, trabalhando duas horas, você trabalha um sábado e um domingo e você faz as coisas que precisam ser feitas. É essa pressa e essa rapidez".

A Oposição aproveitou para apregoar que o presidente Lula está querendo atropelar os meios legais e dar andamento às obras ignorando as instituições regulamentadoras.Hoje, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) postou em seu
blog:

Para Lula, Copa é só futebol, sem zagueiro e juiz

Pedir que órgãos de fiscalização afrouxem seu rigor para que as obras destinadas à Copa de 2014 sejam mais ágeis, como quer o presidente Lula, é, no mínimo, má-fé. Na hipótese mais provável, é escancarar as portas para a corrupção. O ritmo lento dos investimentos públicos brasileiros voltados ao Mundial se deve, principalmente, à inépcia administrativa do governo petista, do qual dona Dilma é a principal “gerente”. Dois anos já se passaram sem que a fase fundamental das obras fosse transposta: a preparação de projetos executivos. Está na hora de chamar o síndico.

O papel da Oposição é fundamental, principalmente dos congressistas, baseado nos artigos 48 IV e 49 X da Constituição Federal. Mesmo daqueles pré-candidatos a governador como o senador Álvaro Dias.

Sim, é preciso evitar o agigantamento da Besta (chamada Estado) mas desta vez o presidente, apenas, se expos desnecessariamente ao sugerir isso. Na verdade o que o Lula está tentando fazer é salvar a cara de Governadores e Prefeitos incompetentes que não foram capazes de apresentar projetos no seu devido tempo.E muitos desses Governadores e Prefeitos ainda estão enrolados com seus projetos mal elaborados. Só que ao invés do Lula dar os nomes desses incompetentes, ele tenta apaziguar a situação até porque mais divergências só atrapalha.Resta duas opções: ou TCU,CGU,MP,Ibama e afins colaboram ou a oposição vai se aproveitar da situação para melar a Copa.

Fala, Pelé!

Desta vez, na Colômbia, durante uma entrevista coletiva, Pelé disse que a Espanha é favorita ao título da Copa do Mundo e apoiou a permanência de Maradona como treinador da Argentina.

O que há de errado nisso?

Nada.

Mas que é um chute entre as pernas ficar ouvindo/lendo essa meia dúzia de intolerantes e intoleráveis que acha que o Pelé não tem o direito de pensar e de falar o que quiser (com o devido respeito que lhe é peculiar)...ah, é!

No avião do Pelé entra e senta na janela quem ele deixar. Os outros disputam espaço no ônibus.

17 de janeiro de 2010

Tamuaí.

Continuo gostando de futebol. Sempre, mais de jogar, assistir, torcer e bater papo sem nenhum compromisso a respeito.

Assisti alguns jogos da primeira rodada dos Estaduais. Nada de novo a dizer, nem de muito interessante a explorar. Quem venceu não tem motivos prá euforia. Quem perdeu não tem porquê se descabelar. Nem os carecas.

O melhor do final de semana, mais uma vez, foi Ronaldinho Gaúcho. Ou seja, foi o que há de melhor no futebol.

Decifrar esquema tático não dá prazer, entrosamento é questão de tempo e condicionamento físico é assunto prá especialista.

Mas uma prosa sobre o quadrado mundo da bola é sempre bem-vindo.

13 de janeiro de 2010

Corínthians serve as primeiros aperitivos.

O Corínthians serviu as primeiras "entradas" na sua festa de comemoração pelo seu Centenário que se pretende ser marcada pela alegria.

Os privilegiados argentinos do Huracán se comportaram com o devido espírito festivo. Não ameaçaram colocar água no chopp e saíram satisfeitissimos por poderem fazer parte da festa.

Marcelinho Carioca atuou durante os primeiros 45 minutos, cumprindo muito bem o protocolo. As homenagens prestadas ao melhor jogador da recente história do clube – a fase mais vitoriosa – são mais que justas.

A ausência das estrelas Ronaldo, Roberto Carlos, Danilo, Theco e Iarley provocou críticas de alguns que, diferentemente, do consciente treinador Mano Menzes, não têm nenhuma responsabilidade com os resultados da equipe durante a temporada.

Entre os novos contratados, o único que jogou foi o volante Ralf, ex-Barueri.
Como a Fiel gosta mesmo é do Corínthians, independentemente de qualquer jogador, ela se fez presente e deu um show nas arquibancadas do Pacaembu.

Goste ou não, torça a favor ou contra, em 2010 o Corínthians estará ainda mais em evidência. A festa só está começando.

Corínthians 3 x 0 Huracán

Estádio: Pacaembu.
Data: 13/01/2010.
Árbitro: Wilson Luis Seneme
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Émerson Augusto de Carvalho.
Gols: Souza, aos 32, e Morais, aos 38 minutos do 1° tempo; Dentinho, aos 28 minutos do 2°tempo.
Público: 18.539 pagantes.
Renda: R$ 524.071,00.

Corínthians: Felipe, Alessandro (Balbuena), Paulo André, William e Escudero (Renato);
Marcelo Mattos (Ralf), Jucilei, Morais (Elias) e Marcelinho Carioca(Boquita);
Defederico (Dentinho) e Souza (Edno). Téc.: Mano Menezes

Huracán: Calviño, Lemos, Villan, Cura (Maidana) e Gonzalo García; Alan Sánchez, Medina (Roffés), Rojas (Soárez) e Chivilo (Quintana); Aguilar (Sales) e Carrizo (Soplán).Téc: Héctor Martinez.

12 de janeiro de 2010

Ainda Ronaldinho Gaúcho. Ainda.

É uma pena que poucos torcedores brasileiros tenham o privilégio de acompanhar os jogos dos principais campeonatos do futebol europeu.

Lamento porque, para uma gente tão interessada em futebol, não poder acompanhar o desempenho dos principais jogadores brasileiros, limita a capacidade de avaliação sobre a montagem do grupo da Seleção Brasileira.

Assim, em ano de Copa do Mundo, a opinião do torcedor brasileiro, em geral, fica dependente de aguns poucos críticos mais influentes.

Além de ficarem privados do prazer de acompanhar o futebol praticado pelos melhores jogadores e times do mundo.

Estão perdendo, por exemplo, a ótima fase do Ronaldinho Gaúcho, no Milan.

Os que assistiram aos últimos jogos do time italiano já não têm dúvida de que o Dunga deve, no mínimo, considerar a possibilidade do retorno do jogador à Seleção.

Não. Ronaldinho Gaúcho não está jogando no mesmo nível que jogava nos melhores tempos de Barcelona. Mas o suficiente para se destacar entre os boleiros da nata do futebol mundial.

Ronaldinho é daqueles que não precisam jogar tudo que sabem e nem jogar bem sempre. Como diz o Tostão, craque não precisa jogar bem, basta decidir. E Ronaldinho, além de jogar bem, tem sido decisivo com suas jogadas de efeito e objetivas.

Demonstra bom condicionamento físico, atuando durante os 90 minutos.

Não pelo histórico, mas pelo que vem jogando, hoje é quase um crime lesa-pátria deixar o Ronaldinho fora da Seleção enquanto Robinho e Júlio Baptista têm cadeira cativa, mesmo considerando a importância que o Dunga, acertadamente, dá ao "Grupo", formado ao longo desses anos de trabalho.

É claro que o Ronaldinho não esteve fora da Seleção por culpa do Dunga. Foi ele quem fez por merecer estar fora das listas de convocação.

Não se deve esquecer como ele e outros jogadores se comportaram durante a Copa do Mundo de 2006, agindo com falta de compromisso com a Seleção e a própria carreira.

Mas Ronaldinho ainda tem a própria carreira nas próprias mãos.

Se continuar jogando assim, sua presença na Copa do Mundo será inevitável e incontestável até por quem não vê os jogos do Milan.

9 de janeiro de 2010

O futebol e A relação.

Para os que ainda não conhecem o trabalho do cantor e compositor mineiro Vander Lee.



♪♫ Minha preta não fala comigo desde primeiro de Janeiro.
Ela me deu a mala eu fui dormir na sala,
fiquei sem dinheiro
Não tem mais feijoada, nem vaca atolada,
rabada ou tropeiro
Já fez greve de cama diz que não me ama,
quebrou meu pandeiro

Na hora do cruzamento, ela deu impedimento
ou falta no goleiro
Pra aumentar meu tormento, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro.

Com o gol anulado, saí do gramado,
voltei pro chuveiro
Isso tudo porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro.

Caí de centro-avante, pra médio-volante,
agora sou zagueiro
No último domingo ela foi jogar bingo
e eu fiquei de copeiro
Ela fala, eu me calo, ela canta de galo
lá no meu terreiro
Ela apita esse jogo, ela é quem bota fogo
no nosso palheiro

Ela finge que não, mas no seu coração
ainda sou artilheiro
Só faz isso porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro.♪♫